terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Um verdadeiro espetáculo de marketing olímpico!

Copa de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 vão causar uma verdadeira revolução no Brasil

Após o anúncio da Cidade Maravilhosa como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a tristeza invadiu a Praça do Oriente, no centro de Madri, onde uma multidão de madrilenos viu pela terceira vez a cidade perder a vaga no último minuto do segundo tempo. Foi assim na Olimpíada de 1972, quando perdeu a eleição para Munique, e em 2005, quando o COI escolheu Londres como cidade-sede dos Jogos de 2012. No dia seguinte à eleição, a imprensa local já cogitava a possibilidade de uma terceira candidatura consecutiva de Madri, desta vez para a Olimpíada de 2020.

Mas a decepção dos espanhóis foi logo ofuscada pela comemoração dos brasileiros, que contagiou o mundo, a começar pelo discurso emocionado do presidente Lula. “Entre as dez maiores economias do mundo, somos os únicos que não sediaram a Olimpíada. Para os outros, será apenas mais uma Olimpíada, mas para nós será uma oportunidade sem igual. O desafio do COI é expandir os Jogos para novos lugares, de acender a pira olímpica em um país tropical.”

A festa do Brasil, assim como o desejo da Espanha em sediar novamente a grande festa dos esportes, é tão grande quanto os benefícios que o maior evento esportivo do mundo trouxe para Barcelona. O estudo “Leitura econômica dos Jogos Olímpicos: financiamento, organização e resultados”, feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostra que a cidade espanhola é um exemplo do impacto positivo de uma Olimpíada. A terra do arquiteto Gaudí jamais teria a imagem e a pujança econômica que tem hoje sem os Jogos Olímpicos de 1992. “Ali, os investimentos em infraestrutura, remodelação urbana, ações de marketing e envolvimento dos habitantes explicam, em grande medida, o renascimento de toda a região de Barcelona, que na década de 80 vivia um processo de estagnação”, avalia o levantamento feito pelos economistas Marcelo Weishaupt Proni, Lucas Speranza Araujo e Ricardo Amorim. A pesquisa mostra que a diferença entre as receitas e as despesas dos Jogos Olímpicos deixou uma conta positiva de 358 milhões de pesetas, ou US$ 42,8 milhões. Naquele ano, o pacote dos patrocínios correspondeu a 30,5% das receitas, o que em comparação com os valores obtidos na edição de Los Angeles (1984) representa um rendimento 3,7 vezes maior para ações de patrocínio e 1,9 vez superior para os rendimentos de tevê.

Como aponta o estudo do Ipea, para apresentar uma candidatura é preciso, antes de tudo, que a cidade seja capaz de elaborar um projeto de marketing completo e convencer as autoridades olímpicas da rentabilidade financeira da proposta. Isso o Rio de Janeiro fez com maestria. Agora, é torcer para que o plano que conquistou o COI saia do papel e dê origem a um espetáculo tão maravilhoso quanto a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016!


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