quinta-feira, 16 de setembro de 2010
O que as marcas podem aprender com Lady Gaga?
Por Época NEGÓCIOS Online
David Becker
O que as marcas podem aprender com Lady Gaga? Fenômeno da música pop, a cantora se tornou a primeira artista a ultrapassar a marca de um bilhão de visitas em seus vídeos no YouTube, em março deste ano.
Esse recorde não foi à toa. Trata-se de uma estratégia bem alinhada. Troy Carter, empresário de Lady Gaga, afirmou que seus clipes são pensados a partir do YouTube, como virais.
Pensando nisso, a empresa Newcast, braço de conteúdo de marca e entretenimento da Vivaki, do grupo de mídia Publicis, resolveu criar uma apresentação com as 5 lições que a cantora pode ensinar para o mundo empresarial. Batizado de "Brand Romance", em um trocadilho com a música Bad Romance, a apresentação mostra como a cantora trabalha para ter visibilidade e uma boa comunicação com consumidores.
Confira as 5 lições de Lady Gaga:
1. Tenha uma história consistente. Sua equipe estratégica deve conhecer a fundo a ideia e ser comprometido com ela.
2. Provoque, ouça e reaja: as pessoas gostarão de participar se o conteúdo for de qualidade.
3. Construa relacionamentos com marcas e provedores de conteúdo que sejam complementares a seu perfil.
4. Conteúdo gratuito deve ser propagável, então crie um trabalho contagiante. Deixe que os usuários palpitem e compartilhem onde e com quem quiserem.
5. Reinvente o seu negócio. Busque parcerias que possam fazer sentido a longo prazo para o seu mercado específico.
As marcas mais valiosas do mundo
Por Época NEGÓCIOS Online
Além da forte presença entre as Top 10, a empresas de tecnologia foram as que apresentaram a maior valorização de marca. As três maiores altas foram da Apple (37% ), do Google (36%) e do BlackBerry (32%), a marca da fabricante de smartphones RIM.
Os bancos, que no ano passado sofreram com a crise econômica mundial, este ano tiveram a chance de recuperar a reputação. As instituições que melhor se recuperaram da forte turbulência, tiveram também um aumento na percepção de suas marcas. O JP Morgan, que lucrou US$ 11 bilhões em 2009 e US$ 4,8 bilhões no segundo trimestre do ano, teve sua marca valorizada em 29%.
As marcas que mais ganharam valor
1 Apple +37%
2 Google +36%
3 BlackBerry +32%
4 JP Morgan +29%
5 Allianz +28%
Fonte: Best Global Brands/Interbrand
No outro extremo, as marcas que mais perderam valor foram a Harley Davidson (-24%), Toyota (-16%), Nokia (-15%), Dell (-14%) e Citi (-13%). Na avaliação da Interbrands, a principal razão para a desvalorização da marca Harley, foi a percepção de que em tempos de crise uma motocicleta torna-se uma compra irrelevante. A Toyota, que sempre foi vista como uma marca confiável, perdeu muito com os sucessivos recalls realizados durante este ano. Nokia e Dell, apesar de serem empresas de tecnologia, não têm lançado produtos suficientemente inovadores para atrair a admiração dos consumidores, como fazem Google e Apple.
As marcas que mais perderam valor
1 Harley Davidson -24%
2 Toyota -16%
3 Nokia -15%
4 Dell -14%
5 Citi -13%
Fonte: Best Global Brands/Interbran
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Mulher tomando banho em público para promover Palmolive na Russia
Pois é. Para promover o seu novo produto chamado Nutra.fruit, a Palmolive da Rússia colocou uma cabine com um chuveiro no centro de Moscou. Nessa cabine, uma modelo podia tomar banho e aproveitar o novo sabonete líquido:
Fonte: Comunicadores
Bungalow25-Publicidad que da miedo. Resident Evil
Ação criativa para divulgar o filme Resident Evil!!! Muito bacana!!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A seleção canarinho e as marcas corporativas
Pode parecer apenas uma metáfora ingênua e oportunista. Afinal, não se fala de outra coisa nestes meses. Mas não é nem oportunista e muito menos ingênua. A relação entre a nossa Seleção e as marcas corporativas é total.
Nós sabemos como as marcas corporativas, transcendendo as marcas de produto, deixaram de ser somente figurantes, passaram a ser fortes coadjuvantes e hoje são protagonistas nas comunicações e relações das organizações com seu mercado e stakeholders.
Aí vão algumas razões para demonstrar a autencidade desse paralelo entre as marcas corporativas e nossa Seleção.
1. Longevidade - Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre. Elas presenciam a entrada e saída de marcas de produto, que têm uma existência normalmente muito mais curta. Nossos craques também. Há muito tempo o Bellini levantou nossa primeira taça. Depois Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafú. Ao longo desse período, a Seleção continuou nos orgulhando com outros craques.
2. Paternidade - As marcas corporativas dão “paternidade” e orgulho para os produtos que operam sua bandeira. Não é à toa que cresceu tanto a expressão das marcas corporativas nas comunicações de produto. Há muitos exemplos disso. Talvez o da Unilever seja o mais paradigmático nos últimos tempos. Como um produto que recebe o U corporativo em sua embalagem, os jogadores que são chamados para a seleção também são apadrinhados pela camiseta canarinho. Quando perguntaram uma vez a um jogador menos conhecido na época se gostaria de jogar na seleção, ele respondeu: “Mas quanto eu vou ter que pagar?”
3. Individualidade - As marcas corporativas não eliminam a individualidade das marcas de produto. Em qualquer portfólio de produtos, dentro de uma empresa, é a coisa mais natural e desejável do mundo que os produtos tenham sua própria personalidade e contribuam de forma planejada para os resultados do conjunto. A última coisa que se espera de um portfólio de produtos e marcas é uma desastrosa canibalização entre eles. Com a nossa Seleção é exatamente a mesma coisa. Robinho e Lúcio sabem que um não é capaz de fazer tão bem o que o outro faz. Acomodar as habilidades desses garotos num todo harmônico sempre foi a principal virtude dos grandes técnicos. O saudoso Telê Santana talvez tenha sido o grande mestre nessa virtude, mesmo sem ter ganho a Copa de 82.
4. Qualidade - Alguém conhece alguma marca corporativa que desfrute de prestígio, porém com um portfólio de produtos de qualidade questionável ou ruim? Eu não! É uma contradição em termos. Nos estudos que realizamos anualmente para a revista Época Negócios, as marcas corporativas de maior prestígio têm sido: Nestlé, Natura, Correios, Petrobrás, J&J, Volkswagen entre outras. A qualidade dos produtos e serviços é o pressuposto de empresas com marcas corporativas com reputação. Seleções não vão a lugar nenhum com jogadores pernas-de-pau. Mesmo grandes técnicos não conseguem essa milagrosa transmutação. Ou seja, qualidade é o price-of-entry de qualquer marca corporativa respeitada. Não há comunicação que cure a falta de qualidade de seus produtos.
5. Humildade - Quantas e quantas organizações não têm caído na armadilha das disputas internas entre unidades de negócios, entre as marcas de mais brilho versus as menos expressivas no mercado? Não é nada estranho que batalhas internas drenem a força do conjunto e o resultado final da empresa, representada pela marca corporativa como um todo. Isso os faz lembrar de algo semelhante em nossa Seleção? Quantas e quantas vezes não ouvimos coisas do tipo: temos um grupo de grandes craques, mas eles não constituem uma equipe. As “marcas” individuais, os jogadores manifestam seu brilho próprio mas precisam se submeter a estratégia do portfólio, isto é, da Seleção.
Longe de mim ignorar o peso fundamental das marcas de produto! Aliás, há dois meses, eu discuti nesta coluna como elas não podem ser substituídas pelas marcas corporativas. Todavia, mais importante do que qualquer uma das duas instâncias (marca de produto e marca corporativa) individualmente é a química entre elas. Como no caso da Seleção, somente a camiseta canarinho não ganha o jogo. Assusta o adversário, mas não ganha. E o inverso também: só um amontoado de craques não cria uma Seleção e nem levanta a taça.
Por Jaime Troiano (Presidente do Grupo Troiano de Branding e autor do livro “As marcas no divã” - www.grupotroiano.com.br)
HSM Online
27/05/2010